Consultor em projetos de academias analisa busca por mais qualidade de vida

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Consultor em projetos de academias analisa busca por mais qualidade de vida

Consultor em projetos de academias analisa busca por mais qualidade de vida

O conceito de wellness, ou “viver bem”, sustenta projetos residenciais alinhados com as novas demandas das famílias, que valorizam ambientes internos e externos concebidos sob medida para esse estilo de vida, com foco na saúde física, mental e emocional.

Um ponto chave de empreendimentos que queiram responder a essa nova demanda é a criação de espaços completos e bem estruturados para a prática de atividades físicas.

Em Joinville, os residenciais da marca Plaenge, de alto padrão, contam com unidades do chamado Gymnasium Plaenge, que buscam oferecer um padrão de academia cada vez mais elevado.

A consultoria para os projetos da marca em Santa Catarina é de Tony Geremias, proprietário da Summit Academia, uma das mais conhecidas de Joinville, aberta em 2009.

Formado em Educação Física, mestre em Fisiologia, Tony trabalha há mais de 20 anos como treinador e gestor no segmento fitness.

Nesta entrevista, Tony comenta a expansão do “wellness”, mas ressalva que é preciso se fazer acompanhar com uma mudança efetiva de hábito por parte das pessoas. Também analisa o que motiva a procura por academias.

A expansão das academias, somada à implementação de espaços mais estruturados para prática de esportes e exercícios físicos em prédios residenciais, mostra que há uma demanda mais efetiva, na sociedade atual, por tudo o que envolve o “wellness”?

Mostra. Mas o que está acontecendo, de fato, e é mais sério, é que a classe média alta brasileira começou a entender que casa não é só onde se mora.

Casa é onde se vive.

E viver inclui mover o corpo de manhã, dormir bem à noite, ter onde caminhar, ter onde respirar.

A demanda por espaços adequados dentro de prédio residencial é evidência disso.

Não é luxo – é infraestrutura de vida adulta.

O profissional que volta do trabalho às 7 da noite não vai pegar trânsito para ir à academia.

Se a academia está no prédio dele, bem projetada, ele treina.

Se não está, ele não treina.

É simples assim.

O que diferencia um projeto sério de um projeto que coloca esteira na garagem é o nível de pensamento por trás. Espaço bem-feito vira hábito.

Espaço malfeito vira depósito.

Você atua como consultor da Plaenge na concepção das academias nos projetos da construtora em Santa Catarina. Qual a importância de um suporte profissional no desenvolvimento desses espaços?

Quem desenha academia de prédio sem entender de treino erra em três coisas: erra no equipamento, erra na disposição e erra no pé direito.

Os três erros tornam o espaço inutilizável para o tipo de treino que o adulto moderno precisa.

Equipamento certo não é o mais caro.

É o mais versátil. Um espaço bem pensado prioriza piso livre, halteres, kettlebells e algumas máquinas escolhidas, não uma fileira de cardio que ninguém usa depois do primeiro mês.

Disposição certa é o que permite ao usuário fazer um treino completo em 45 minutos sem esperar equipamento.

Pé direito alto é o que permite movimento balístico – salto, swing, arremesso.

Sem isso, o espaço serve para alongamento e nada mais.

Acompanhar a Plaenge nesses projetos é um trabalho que respeito muito.

A construtora chegou pedindo orientação técnica, não validação.

Essa é a diferença entre quem quer entregar um produto bem-feito e quem quer só vender metro quadrado com selo de wellness.

O resultado aparece no projeto.

Com base na sua experiência em fitness, como você vê a preocupação das pessoas, hoje, com a qualidade de vida, adotando práticas saudáveis?

Esse tipo de cuidado vem crescendo?

Cresceu, mas não da forma que parece.

O que cresceu de verdade foi a consciência de que algo precisa ser feito.

As pessoas, dos 35 aos 60, sabem que o corpo vai cobrar.

Sabem que vinte anos sentado em frente a um computador deixa marcas.

Essa consciência é real, e é nova.

O que ainda não cresceu na mesma medida é a prática consistente.

A indústria fitness brasileira vendeu por muito tempo uma ideia errada: que cuidar do corpo é entrar num ciclo de transformação de 90 dias, repetir, falhar, recomeçar. Isso não é cuidado – é cosmético.

E a maioria das pessoas ainda procura academias nesse modelo.

O que se verifica, e isso é o que me interessa, é uma minoria crescente que entendeu que saúde é construção de 40 anos. Não é dieta.

Não é desafio.

É arquitetura da semana. Essa minoria está crescendo em cidades como Joinville e Curitiba – exatamente onde o adulto de classe média alta começa a perceber que não vai trocar de corpo aos 55.

Qual a expectativa das pessoas, quando procuram uma academia?

Qual o perfil que predomina nesse público e que tipo de orientação você oferece aos novos frequentadores?
A expectativa, na maior parte das vezes, é errada.

As pessoas procuram academia querendo emagrecer rápido, ganhar músculo rápido, melhorar a foto rápido. Saem em três meses. Voltam em janeiro.

É um ciclo que sustenta o mercado e não muda ninguém.
O perfil que predomina nas academias comuns é esse: o adulto que confunde estética com saúde, e que organiza a vida em torno do espelho.

A orientação que ofereço é outra. Trabalho com adulto que entendeu que o corpo dele tem que servir a vida: carregar o filho, viajar sem dor, jogar bola no sábado e não pagar o preço na segunda. Isso muda tudo.

Muda o tipo de exercício, a duração do treino, a frequência.

Treino vira ferramenta, não identidade.

A primeira coisa que digo a quem chega: você não precisa de quatro horas por dia. Precisa de 45 minutos, três vezes por semana, feitos do jeito certo. Pelo resto da vida.

Assessoria de imprensa Plaenge em Santa Catarina.

Jornalista responsável:

Guilherme Diefenthaeler

(reg. prof. 6207/RS).

WhatsApp. (47) 98403-2745.

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