Turismo de terror na terceira idade: Férias podem acabar no hospital

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Turismo de terror na terceira idade: Férias podem acabar no hospital

Atenção, vovô e vovó! Aquela viagem dos sonhos para curtir a aposentadoria pode virar um verdadeiro pesadelo. O Brasil já conta com mais de 32 milhões de cidadãos acima dos 60 anos, mas a rede hoteleira e de turismo parece fechar os olhos para o perigo. O resultado? Passeios que terminam em quedas, dor e perda de autonomia.

Foto: Divulgação

Viajar na terceira idade não é mais luxo de poucos, é a pura realidade do brasileiro! Segundo o IBGE, os “coroas” já são mais de 15,8% da população. E mais: representam 15% de todos os turistas que circulam pelo país. O povo quer aproveitar a vida! Mas o que encontram por aí é de amargar: banheiros que são verdadeiras pistas de patinação, escadas sem corrimão, luz fraca que não deixa ver um palmo à frente e até a tal modernidade do “QR Code” no cardápio, que ninguém consegue ler sem lupa.

O descaso transforma o lazer em arapuca. Quem dá o alerta e solta o verbo é o renomado ortopedista Dr. Lafayette Lage, craque em quadril e joelho com mais de 40 anos de estrada. Para o doutor, a brincadeira tem que acabar e o assunto precisa ser tratado como prevenção de saúde, e não como mero “conforto”.

“UM HOTEL PODE SER BONITO, MAS SE NÃO FOR SEGURO, É UMA ARAPUCA!”

“Quando falamos de turismo para a terceira idade, não estamos falando apenas de colocar uma rampa para cadeirantes. Estamos falando de mobilidade, de equilíbrio, daquela dor na junta, do risco de queda e da autonomia do idoso. Um hotel pode ser bonito o quanto for, mas se não for seguro, ele não está preparado para receber nosso povo”, dispara o Dr. Lafayette.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) não deixa mentir: as quedas são os maiores inimigos da terceira idade. São mais de 37 milhões de tombos graves pelo mundo afora todo santo ano, exigindo socorro médico imediato. O problema, segundo o especialista, é que os destinos turísticos tratam o idoso de forma genérica, esquecendo a artrose, a rigidez e a falta de força nas pernas.

“Tem muito idoso ativo, independente e louco para viajar. Mas isso não tira a obrigação do cuidado. Pelo contrário: para manter essa independência, o ambiente tem que ajudar a reduzir os riscos”, explica o médico.

O RECADO AOS DONOS DE HOTÉIS: INTELIGÊNCIA COMERCIAL!

A receita do especialista é direta e reta: quartos de fácil acesso, barra de apoio reforçada no banheiro, piso que não escorrega, elevador que funcione de verdade, pausas para descanso nos passeios e cardápio de papel com letra grande!

Para o Dr. Lage, o empresariado do turismo precisa acordar. “Preparar hotéis e roteiros para o idoso é responsabilidade, mas também é inteligência para o bolso! O turista 60+ viaja, consome e quer independência. Cabe ao setor oferecer segurança”, avisa.

O recado está dado. O objetivo não é trancar o idoso em casa, mas garantir que ele faça as malas com menos medo e mais saúde. Afinal, turismo seguro é saúde pública!

Sobre o médico:

Dr. Lafayette Lage é fera na ortopedia, pioneiro da artroscopia do quadril no Brasil desde 1993. Formado pela Escola Paulista de Medicina, comanda a Clínica Lage em São Paulo, tratando casos de alta complexidade com inovação e excelência.

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