Guararema Jazz & Blues Festival 2026

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Guararema Jazz & Blues Festival 2026

Guararema Jazz & Blues Festival 2026

Tem que Gostar, Tem que Amar” — e Guararema Sabe Fazer Isso Bem

O feriado prolongado de Corpus Christi ficará marcado na memória de quem esteve em Guararema.

Entre os dias 4 e 7 de junho, a Estância Turística recebeu a terceira edição do Guararema Jazz & Blues Festival — e o evento superou todas as expectativas, repetindo a marca de público da edição anterior e consolidando de vez o nome da cidade no mapa cultural do estado de São Paulo.

A maior edição de todos os tempos

Desde sua criação em 2023, o festival cresceu a cada ano.

Desta vez, a novidade estrutural foi a ocupação simultânea de dois dos principais cartões-postais da cidade: o Recanto do Américo, no Pau D’Alho, às margens do Rio Paraíba do Sul, e o Parque de Lazer Professora Deoclésia de Almeida Mello.

Dois palcos, 35 apresentações gratuitas e artistas vindos dos Estados Unidos, Canadá, França, Reino Unido, Noruega e de várias regiões do Brasil — incluindo talentos locais de Guararema.

O resultado foi um público de mais de 40 mil pessoas ao longo dos quatro dias.

O apoio cultural veio do Sesc São Paulo e do Conselho Municipal de Turismo de Guararema (Comtur), além do Governo Federal, por meio do Ministério do Turismo — o que reforça o reconhecimento nacional do festival como ferramenta de desenvolvimento cultural e econômico para a região.

Quatro dias, quatro atmosferas

Quinta-feira (4) — a abertura trouxe Guararema para perto de Nova Orleans.

Atrações itinerantes pelas ruas inspiradas no berço do jazz americano animaram o começo do dia, enquanto os palcos receberam artistas locais e o espetáculo infantil Receita de um Homem Banda.

O encerramento ficou por conta de Iretta Sanders, cantora do Mississippi com o blues na veia, e da banda canadense The Brooks, que fechou a noite com uma seção de metais poderosa e presença de palco contagiante.

Sexta-feira (5) — a programação ganhou mais camadas com shows de jazz contemporâneo, soul e afrobeat, consolidando o festival como um espaço de pluralidade musical bem além do tradicional.

Sábado (6) — o dia mais intenso. De manhã, o Pilates Jazz no Parque Deoclésia deu o tom descontraído.

Em seguida, o espetáculo Banjo Lá, Banjo Cá, de Zero Beto, encantou o público infantil.

À tarde, o Bianca Gismonti Trio entregou um set intimista e emocionante à beira do Rio Paraíba do Sul — piano em primeiro plano, conversa aberta com a plateia.

A Banda Mantiqueira, referência do jazz brasileiro, arrancou aplausos de pé.

E o Alexandre Vianna Trio prestou uma bela homenagem a Moacir Santos com o projeto Coisas de Moacir.

Mas o grande momento do sábado — e talvez do festival inteiro — foi o flash mob surpresa da Jazz Brothers, que tomou o espaço público de forma inesperada e arrancou risos, surpresa e emoção de quem estava por perto.

O encerramento coube a Stanley Jordan, guitarrista de Chicago conhecido mundialmente pela técnica inovadora de dois dedos simultâneos nas cordas. Seu espetáculo Plays Jimi Hendrix foi uma viagem psicodélica e jazzística que deixou o público em estado de encantamento.

Domingo (7) — o dia final começou mais uma vez com o Pilates Jazz, e encerrou o festival no mesmo espírito de abertura: música como experiência coletiva, ao ar livre, acessível a todos.

Um elenco à altura

A curadoria desta edição apostou numa mistura cuidadosa entre nomes globais e a riqueza da música brasileira. Além dos já citados, o line-up contou com Omar Coleman (blues de Chicago), Camille Bertault (jazz vocal francês), Ivan Mazuze (afrobeat moçambicano radicado na Europa), Pau Brasil, Armandinho Macedo, Spok e o britânico Xantoné Blacq — artista que, ao lado de Bianca Gismonti e do paulistano Big Chico, marcou presença pela proximidade e entrega com o público.

Mais do que música

O festival soube integrar gastronomia, pontos instagramáveis e ambientação temática espalhados pela cidade, transformando Guararema em um destino completo durante os quatro dias.

Restaurantes, pousadas e comércio local sentiram o impacto positivo do fluxo de visitantes — muitos vindos da Grande São Paulo, do Vale do Paraíba e até de outros estados.

Para o prefeito de Guararema, o Zé, o sucesso reforça a vocação turística e cultural da cidade e confirma a estratégia de unir cultura, turismo e desenvolvimento econômico como pilares da gestão.

A voz de quem fez acontecer

No encerramento do festival, o secretário municipal de Cultura e Turismo, Mateus Sartori Barbosa, subiu ao palco ao lado de dezenas de colaboradores — trabalhadores, voluntários e equipes de apoio — e fez um discurso que emocionou o público presente. Com a voz carregada de orgulho, ele falou diretamente sobre o que o festival representa:

“A gente está muito orgulhoso do festival que nós fizemos esse ano porque foi um desafio. Ele cresceu, foram mais artistas, foram dois palcos.

A gente teve que pensar nessa condição também de chegar no outro palco para que todos os artistas tivessem o mesmo grau de importância, independente de ser da nossa cidade, da região ou de fora do Brasil.”

Mateus Sartori fez questão de destacar que o sucesso do evento só é possível graças às pessoas que vestem a camisa — e usou exatamente essa expressão:

“Isso só acontece porque as pessoas aqui têm a camiseta. Para trabalhar com a cultura tem que gostar, tem que amar, tem que se respeitar.”

Com segurança e emoção, o secretário também revelou a ambição que move o festival:

“Tenho certeza que ele vai entrar no radar dos grandes festivais do Brasil.

A gente quer ser conhecido como um festival que proporciona cultura, lazer, entretenimento, num lugar maravilhoso, com conexão com a natureza, com respeito, com dignidade, com segurança e com muito carinho.”

E completou, com a hospitalidade que é marca registrada de Guararema:

“Eu tenho certeza que o Guararemense recebeu cada um dos nossos visitantes com muito carinho e muita hospitalidade.

A gente sabe fazer isso bem aqui em Guararema.”

Por fim, antes de encerrar sua fala, pediu uma salva de palmas especial para todos os colaboradores presentes no palco — representando os muitos outros que, nos bastidores, tornaram o festival possível.

📷 O secretário Mateus Sartori Barbosa no palco do Guararema Jazz & Blues Festival 2026, rodeado pelas equipes de colaboradores que fizeram o evento acontecer — um gesto simbólico que disse mais do que qualquer discurso.

Os heróis invisíveis do festival

Um evento para mais de 40 mil pessoas não acontece por magia. Por trás de cada show, de cada sorriso do público, de cada espaço limpo e seguro, há pessoas que trabalharam incansavelmente — muitas delas sem aparecer sob os holofotes.

As equipes de segurança merecem um reconhecimento especial.

Presentes em todos os pontos dos dois palcos e nas vias de circulação, os profissionais de segurança conduziram o público com serenidade, atenção e — o que faz toda a diferença em um evento cultural — com carinho e respeito, inclusive com a imprensa nao só local mas de outras midias, Não houve intimidação, não houve truculência: houve acolhimento.

Quem chegou pela primeira vez a Guararema saiu com a sensação de que estava em casa.

Igualmente essenciais foram as equipes de limpeza e manutenção dos espaços públicos.

Durante os quatro dias de festa, elas percorreram silenciosamente as vias, praças e arredores dos palcos, garantindo que cada novo grupo de visitantes encontrasse o mesmo ambiente organizado e agradável que o anterior. Em um festival ao ar

livre, com público numeroso e fluxo constante, manter os espaços limpos é uma tarefa hercúlea — e ela foi cumprida com dedicação e profissionalismo.

É justo nomear esse esforço coletivo pelo que ele é: um ato de cuidado com o próximo.

Guararema não apenas recebeu bem — ela tratou bem cada pessoa que chegou até ela.

Um festival que pertence à região

O Guararema Jazz & Blues Festival chegou à sua terceira edição com uma certeza consolidada: não precisa imitar ninguém.

Tem identidade própria, tem público fiel, tem gente apaixonada por trás — e tem uma cidade inteira disposta a abrir as portas com hospitalidade genuína.

Para quem mora no Alto Tietê e não foi desta vez, o recado é simples: reserve o feriado de Corpus Christi de 2027.

A quarta edição já tem muito a superar — e tudo indica que vai superar.

Lucia Alves- jornalismo- colunista social- Vice presidente do Conselho de Inclusão Da Abime Brasil

(Ass. Brasileira e Internacional de Midia Eletrônica)

instagram @impactocultural_revista

Por: Rosilene Bejarano

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