Saúde capilar. Especialista analisa novo medicamento contra queda de cabelo

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Saúde capilar. Especialista analisa novo medicamento contra queda de cabelo

Saúde capilar. Especialista analisa novo medicamento contra queda de cabelo

Pioneira na área da saúde capilar em SC, doutora Simone Correia, avalia remédio como complementar ao tratamento contra alopecia areata

A aprovação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de um novo medicamento para o tratamento da alopecia areata, doença autoimune que causa queda acentuada do cabelo, é analisada pela Tricologista, doutora Simone Correia como positiva no apoio ao tratamento desta disfunção.

Pioneira na especialização do tratamento e saúde capilar, Simone diz que 2% da população é atingida pela alopecia areata.

Ela observa que o uso da medicação baricitinibe, que chega ao mercado com o nome comercial de Olumiant, deverá ser avaliado por especialistas na área da Tricologia ou dermatologia, antes de ser aplicado ao paciente que sofre com a doença.

“O uso do remédio, que tem um custo alto – valor pode ser superior a R$ 5 mil – deve ser analisado de forma clínica e personalizada conforme cada pessoa.

Existem outros tratamentos que podem contribuir para evitar os problemas da alopecia areata, além de outros tipos de estimulações que reativam a saúde capilar, sem necessidade de medicamento”, comenta a especialista.

O novo medicamento apresenta efeitos positivos no tratamento, mas também colaterais, como por exemplo aumento do colesterol, infecção urinária, cansaço, aumento de peso, anemia, dor abdominal e herpes zoster.
A alopecia areata não tem uma causa específica, mas muitas vezes está relacionada a uma carga de estresse emocional muito grande, traumas ou infecções.

A doença atinge diretamente o crescimento do folículo piloso, responsável pelo crescimento do pelo e cabelo.

“O novo medicamento é uma boa esperança para quem sofre de alopecia areata. Porque é muito triste ver a situação do paciente com perda aguda do cabelo.

Abala muito o lado emocional. E os nossos tratamentos ajudam a reduzir os efeitos da doença”, reforma a doutora Simone, que administra a rede de clínicas Recupere.
Saúde emocional influencia na queda do cabelo

Não é de hoje que o cabelo é referencial de identidade social, cultural e religiosa. A exuberância, principalmente no universo feminino, reforça a sensualidade e beleza da mulher.

A história da Lady Godiva liga o cabelo a um cenário de liberdade. Já no meio masculino, o personagem bíblico Sansão, tinha a força centralizada no cabelo.

Posicionamentos radicais, como de mulheres que cortavam para poderem ser parecidas com os homens para lutar nas guerras, também reforça a importância da personalidade com o cabelo. Joana D’ Arc é uma dessas personagens. Monge ou alguns religiosos raspam todo o cabelo ou a parte da coroa como sinal de desapego à vaidade.
Enfim, o cabelo é um elemento de posicionamento.

Num mundo cada vez mais agitado e concorrido, o estresse e a ansiedade, tendem a causar efeitos diretamente na saúde capilar.

Com isso, a tendência do cabelo perder força aumenta.
Diante desta importância de ligação que o cabelo com a personalidade e identidade de cada um, as quedas podem desencadear um abalo emocional na pessoa.

Distúrbios emocionais refletem na imunidade

Uma das pioneiras no Brasil na especialização em Tricologia, área da saúde voltada em prevenção e tratamento capitar, a doutora Simone Correia, observa que distúrbios emocionais refletem na imunidade do corpo, ampliando a possibilidade de queda, pois causa um enfraquecimento dos cabelos.

Até mesmo o diagnóstico de uma doença grave, pode desencadear um transtorno emocional que pode fragilizar o cabelo.

“Quando a pessoa está numa situação de estresse, há uma tendência de aumento da perda capilar por conta das questões hormonais, das substanciais inflamatórias que são liberadas ao redor do folículo que faz com que o cabelo fique mais enfraquecido”, explica a doutora.

A queda dos fios atinge 25% entre jovens de 20 e 25 anos. De acordo com o Censo de 2022 da Sociedade Internacional de Cirurgia de Restauração Capilar 40% das mulheres apresenta perdas capilares (60% são homens).
Esse percentual representa um crescimento de 10% nos últimos três anos entre o público feminino, conforme o levantamento.

Queda de cabelo também causa abalo emocional
A Biomédica e Tricologista, doutora Simone Correia, comenta que pacientes que chegam nas clínicas da rede Recupere, que ela administra, se mostram abalados emocionalmente com as consequências que a queda de cabelo provoca.

“O cabelo tem um fator muito importante para todos nós, na construção da imagem e na autoestima. E quando há essa perda, há um abalo emocional. Tenho registro de pacientes que se isolaram socialmente, com vergonha e com vontade de tirar a própria vida. Tem pessoas que se sentem muito afetadas por isso, e ficam emocionalmente doentes”, relata Simone.

Recuperação da saúde capilar
A doutora Simone Correia criou métodos próprios de tratamentos para reativar a saúde capilar de quem sofre com as perdas.

Através de técnicas específicas, empregadas nas quatro unidades das clinicas da rede Recupere, localizadas em Joinville, Florianópolis, Curitiba (PR) e Vitória (ES), os pacientes recebem também orientações sobre uma melhor alimentação, para ajudar na recuperação da força capilar.

“Usamos tratamentos com produtos naturais que estimular a circulação capital, aumentando a nutrição e fortalecimento do folículo”, disse.

Alguns indicativos de perdas ocorrem quando:
– A mulher tinha um rabo de cavalo grosso e ele começa afinar
– A linha de divisão do couro cabeludo começa a ficar mais aparente
– Couro cabeludo dolorido, avermelhado, e mais sensível
– A mulher percebe que o cabelo deixou de crescer

Outras dicas importante para a recuperação capilar:
– Identificar o problema causado pela queda capitar para iniciar um tratamento específico
– Importante ter paciência para o cabelo retomar à força e voltar a crescer.
– Paciente deve seguir as orientações passadas pelo especialista.

Fonte: Marcos Pereira

Por: Rosilene Bejarano

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